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Blog Da Fertilidade à Maternidade!

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Blog Da Fertilidade à Maternidade!


[22/05 16:26]
Fertilidade: Reserva Ovariana, imprescindível entender para quem quer engravidar!

Toda a mulher já nasce com o estoque de óvulos definidos para sua vida fértil, chamado reserva ovariana ou potencial de fertilidade feminina.

Por isso, quando vc decide engravidar é imprescindível fazer uma avaliação da sua reserva ovariana, mesmo que vc ainda seja jovem. Se vc já tem mais de 35 anos essa avaliação é ainda mais necessária.


Mas como Avalia-se a reserva ovariana?

A 1a avaliação deve ser a dosagem de LH, FSH e Estradiol no 3o dia do ciclo da mulher. Havendo alguma alteração devem ser feitos exames mais detalhados, como ultrassom, Inibida-B e Hormônio Anti-mulleriano.

  • FSH maior do que 10 mlU/ml e estradiol maior que 35 pg/ml, geralmente sugerem uma má respondedora aos estímulos hormonais ("Poor Responder").
  • FSH menor do que 10 mlU/ml e estradiol menor do que 35 pg/ml geralmente sugerem uma boa respondedora aos estímulos hormonais ("Good responder").
  • Inibina-B: é um hormônio fabricado pelas células dos ovários e indica a quantidade de óvulos disponíveis para serem fertilizados. Quando estiver com concentração abaixo do normal, significa que existe uma diminuição deste número e a capacidade de engravidar está também, teoricamente, menor.
  • Hormônio anti-mulleriano(AMH): É um hormônio fabricado por células do ovário(folículos) e dá uma idéia do número de óvulos existentes nos ovários capazes de serem fertilizados no presente e, para o futuro, a possível longevidade reprodutiva.
  • ULTRA-SONOGRAFIA: avalia o tamanho, o volume dos ovários e a presença de folículos iniciais (ou folículos primordiais). Ovários pequenos e sem estes folículos significa uma Baixa reserva ovariana.

Algumas perguntas e respostas sobre a fertilida após os 35 anos:

1) Existe limite de idade para ter filhos para o homem e para a mulher? R: Existe, e nesse ponto o homem é privilegiado em relação à mulher. Embora o homem possa ter uma queda da fertilidade após os 45 e 50 anos, isso não o torna infértil, podendo ter filhos até os 70, 80 ou mais. Já a mulher, tem o seu relógio biológico com limites bem definidos. Dificilmente uma mulher consegue engravidar com os seus próprios óvulos após os 50 anos.

2) Qual o limite de idade para a mulher?
R: Para entender esse limite é importante conhecer como funciona o sistema reprodutor da mulher. Um bebê do sexo feminino ao nascer, tem 2 milhões de óvulos nos seus ovários. Ao chegar à puberdade, na primeira menstruação, esse número diminui para 300 a 400 mil óvulos. Esse número de óvulos disponíveis é chamado de Reserva Ovariana que corresponde ao "estoque" de óvulos capazes de serem fertilizados. A cada ciclo menstrual natural, 1000 óvulos são estimulados espontâneamente, mas somente um deles chega à ovulação. Os outros 999 são perdidos, caem da cavidade abdominal e são absorvidos. Portanto, a cada mês são retirados do estoque ou Reserva Ovariana 1000 óvulos. Conseqüentemente, a cada ano 12 mil, e após 25 anos já foram perdidos 300 mil. Portanto, após os 35 anos de idade começa haver uma redução importante dos melhores óvulos e após os 40 sobram muito menos. Geralmente, após essa idade os que restaram são os de pior qualidade e mais difíceis de serem fertilizados e gerarem uma gravidez. Assim, o limite máximo da gravidez pode ser considerado 45 anos e em alguns casos muito excepcionais pode chegar até os 50 anos.

3) Mesmo que uma mulher menstrue normalmente aos 48 anos, a Reserva Ovariana estará prejudicada?
R: Sem dúvida nenhuma. É muito comum mulheres contestarem o argumento descrito na questão anterior por apresentarem menstruações regulares e concluírem com isso que podem ficar grávidas naturalmente. Não existe uma relação direta e obrigatória, entre a menstruação e a Reserva Ovariana.

4) A Reserva Ovariana pode ser avaliada? R: Sim. Pode-se ter uma boa idéia por meio de exames. Os mais importantes são:

a) FSH, LH e Estradiol: são exames de sangue hormonais e devem ser avaliados entre o 3o e 5o dia do ciclo menstrual.
b) Inibina-B e Hormônios Antimulleriano: são bons marcadores, mas são difíceis de serem dosados no Brasil.
c) Ultra-sonografia: realizado também entre o 3o e 5o dia do ciclo menstrual, dá uma idéia da Reserva Ovariana pelo número de pequenos folículos primordiais vistos pelo ultra-som. Quanto mais folículos primordiais presentes, maior será a Reserva Ovariana.

5) Se houver alteração nesses exames citados na questão anterior significa que a mulher não conseguirá engravidar?
R: Não obrigatoriamente. Significa que haverá dificuldades e que quanto mais esperar por um tratamento efetivo, pior serão os resultados.

6) Além das possíveis dificuldades em engravidar após os 35 anos, existem outros riscos?
R: Após os 35 anos, aumenta também a chance de malformações e de abortamentos. Entre os 35 e 40, esse aumento não é tão importante. Após os 40 anos fica mais evidente e após os 45 passa a ser muito maior. É importante que o casal tenha consciência desse fato principalmente próximo aos 45 anos para que não cometam enganos e se arrependam posteriormente. Conheça a tabela abaixo.

Riscos de anomalias cromossômicas em recém-nascidos de acordo com a idade materna
Idade Materna
(anos)
Riscos de Sindrome de Down Riscos Total de Anomalias Cromossômicas
20 1/1667 1/526
25 1/1250 1/476
30 1/952 1/385
35 1/378 1/192
40 1/106 1/66
41 1/82 1/53
42 1/63 1/42
43 1/49 1/33
44 1/38 1/26
45 1/30 1/21
46 1/23 1/16
47 1/18 1/13
48 1/14 1/10
49 1/11 1/8



Tabela original da Maternal Fetal Medicine: Pratice and Principles, Creasy and Resnick, eds. W.B. Saunders, Philadelphia, PA. 1994:71. Reproduzida com permissão do Editor.

Riscos de aborto conforme o aumento da idade materna

idade (anos) aborto espontâneo (%)
15-19 9,9
20-24 9,5
25-29 12,5
30-34 15,7
35-39 17,7
40-44 33,8
45 ou mais 53,2



Tabela original da Reproductivwe Potential in the Older Woman De P. R. Gindoff e R. Jewlewicz. Fertility and Sterility. 46:989, 1986. Reproduzida com permissão do Editor.

7) Quanto tempo uma mulher deve esperar para engravidar naturalmente após os 35 anos?
R: O quadro abaixo resume o tempo de espera sugerido para o início da pesquisa das eventuais causas que impedem a gravidez.

Faixa de idade Tempo de espera para a gravidez natural
35 a 38 anos 6 meses
39 a 40 anos 4 meses
40 a 43 anos 3 meses
44 a 45 anos 2 meses



Queda da Taxa de Fertilidade de acordo com a idade da paciente (valores e estatísticas que se aplicam às mulheres de uma maneira geral, podendo haver grandes variações de mulher para mulher).

8) Após o tempo de espera sugerido na pergunta anterior, qual deve ser o procedimento do casal? R: Deverá procurar um especialista em Reprodução Humana ou pelo menos um ginecologista que tenha noções importantes sobre os fatos aqui relatados. Muitas vezes, ginecologistas sem experiência em infertilidade pedem que o casal espere o momento da gravidez sem prazo pré-determinado. Isso pode atrasar a pesquisa e o tratamento. Nessa fase da vida da mulher, a atitude tomada deve ser objetiva pois, quanto maior a idade da mulher, menor será a chance de gestação. Lembre-se:

Idade Taxa de Fertilidade
até 25 anos  
25 a 30 anos (-)4
30 a 34 anos (-)15
35 a 40 anos (-)40
<40 anos (-)95



Queda da Taxa de Fertilidade de acordo com a idade da paciente (valores e estatísticas que se aplicam às mulheres de uma maneira geral, podendo haver grandes variações de mulher para mulher).

9) Como deve ser a pesquisa e o tratamento?
Deve ser da maneira mais objetiva possível. Além do casal receber orientações sobre a alimentação adequada e procurar corrigir os maus hábitos como por exemplo, o cigarro; os exames investigativos deverão ser feitos todos de uma única vez. Evita-se assim, idas e vindas e perda de tempo. Os tratamentos deverão ser indicados de acordo com os resultados encontrados. Caso não haja exames alterados, a espera pela gestação espontânea deverá ter um prazo estabelecido. Esse prazo poderá ter duração pequena proporcional também à ansiedade do casal. Muitos não agüentam esperar demais pela a ação da natureza. Depois do prazo de espera encerrado o tratamento deverá ser a Reprodução Assistida: Coito Programado, Inseminação Artificial ou Fertilização In Vitro. A escolha de um dos tratamentos ou a decisão de passar de um para o outro deverá ser discutida com o profissional médico. Cada caso deve ser individualizado, mas sem dúvidas e, mais uma vez, sem perda de tempo.

Fontes de pesquisa: IPGO, http://www.gravidafeliz.com.br


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